Escrever é se escutar

Observa, ao escrever você se escuta. Ainda que leia silenciosamente o seu texto, cada palavra por você acomodada numa página em branco lhe conta um pouco sobre percursos que prefere não narrar. Há fatos ou histórias, casos e memórias, que estão escritas dentro de nossa alma, mas que colocá-las para fora ainda dói. É como se ao escrever sobre determinado assunto, o assunto em pauta restaurasse a sua forma e ganhasse mais uma chance na sua vida. E isso assusta, né? A escrita intuitiva propõe, entre outras aquisições, a cura ou o manejo de algumas questões que nem a nós mesmas somos capazes de confidenciar. Ao despejar sobre o papel o lixo que restou de uma relação, onde a dor e as feridas ainda latejam, eu reciclo meu interior, regenero meus sentimentos e purifico meu ser. Enquanto delicadas situações não forem esclarecidas por meio das palavras na página em branco, a Escrita Intuitiva terá apenas um movimento espiral, de ir e voltar, subir e descer, através e, por dentro, de suas emoções, mas sem trazer clareza ou efetividade. À medida que você percebe que será necessário arder para compreender, o movimento da escrita passa a ser o de escoar. Deixar escorrer tudo que já não lhe pertence e que, quando não encarado de frente, entope todas as outras saídas de suas emoções. Escrita Intuitiva abre passagens, acredite. E se quiser falar mais sobre isso, e entender melhor esse percurso, me dá um oi, posso te auxiliar na travessia.

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