Escreve com liberdade

Escreve sem medo. Aproxima a mente da sua liberdade de existir. Não se amiúda com os acontecimentos. A vida não tá fácil, a pandemia deu um sacode no mundo, sobretudo dentro da gente. Tem sido mesmo esquisito lidar com esse cotidiano fantasiado de normalidade. Normalizar o estranho é aceitar que a luta está perdida. Não normalizemos, então. Mas a gente se adapta, porque somos espécie resiliente, cuja ancestralidade nos ampara em momentos crus de amor e certezas. Escrever é bálsamo quando a travessia é fato. Escrever é arco íris acenando ali no horizonte, promessa de que a vida prossegue e nos reserva a bonança logo adiante. Ela virá. Enquanto isso, narra seus dias, alinhava suas histórias, por meio dessa linha ágil e resistente chamada palavra. Escreve com palavras de cores e texturas variadas, borda e tece sobre o papel seus receios e anseios, promessas e metas, fala sobre si, percorrendo as suas camadas. Escrever é pôr a cabeça pra fora quando parece que a vida quer nos afundar. Vir à tona, emergir no papel o que nos toma é experimentar a visão de nós mesmas sem filtro, censura ou escudos. É apenas ser.

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